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Tê um

Tê um

Querido 2018

31.12.18

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Dois mil e dezoito foi um bom ano, foi "o" ano.

 

Na verdade, para mim, todos até agora foram "os" tais anos, aqueles em cheio.

Não foi só o dois mil e dezoito - não lhe tirando o mérito merecido, claro -  foi também o dois mil e dezassete, o dezasseis e por aí adiante.

 

Todos foram recheados daqueles momentos em que só me apetecia ir gritar para a rua de tanta felicidade - correndo o risco dos olhares indesejados e de bocas foleiras - como daqueles em que nem sequer me apetecia levantar da cama - acreditem que não era só preguiça -. 

 

Dois mil e dezoito foi um ano repleto de mudanças e foi o ano em que percebi que as mesmas acrescentam sempre algo à nossa vida. 

 

Foi o ano em que acabei o secundário e entrei, pelo que dizem, na verdadeira vida académica. E tão bom quanto isso foi o facto de ter a oportunidade de entrar no curso que sempre quis desde que sou gente. 

 

Dois mil e dezoito permitiu-me sonhar e mais do que sonhar, concretizar. Permitiu-me fazer acreditar em mim mesma. 

 

Foi um ano em que estiveram, perto de mim, as pessoas que mais queria e ao mesmo tempo acrescentar outras tantas que levo comigo para dois mil e dezanove. 

 

Dois mil e dezoito foi um ano de barriga cheia, em todos os sentidos possíveis - engordei uns quilinhos por isso, objetivo cumprido -. 

 

E não menos importante do que isto - juntando-se assim à concretização de sonhos - criei o tê um, o meu blogue, a minha "casa". O sítio em que posso estar sempre de pijama, de chinelos e com o cabelo a parecer um ninho de ratos que ninguém se importa. 

 

Dois mil e dezoito foi "o" ano e não espero menos de dois mil e dezanove. 

Não gosto de fazer listas de desejos porque tudo o que tiver que vir verá, naturalmente. 

 

Quanto a vocês que me lêem, desejo-vos de coração, a dobrar tudo aquilo que me desejo a mim. Façam tudo o que quiserem porque só se vive uma vez - mas com cuidado - . E sejam felizes, muito felizes! 

 

Excelente 2019! 

 

 

 

 

 

 

Estudo comprova que os homens também podem lavar a loiça

20.12.18

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Devido à falta de habilidade, alguns copos e pratos foram partidos no entanto está oficialmente comprovado: as mãos de um homem não caem se ele também lavar a loiça - palmas, por favor -. 

Pela "alergia" que à cá em casa à loiça pensei seriamente que ela provocava alguma escoriação na pele. Afinal, a escoriação tem outro nome: chama-se preguiça e é daquelas agudas. 

 

São dois homens cá em casa e um segue as pisadas do outro - a futura mulher nem sabe o que a espera, coitada. A minha avó deve ter pensado o mesmo e preferiu calar-se bem caladinha e não dizer nada à minha mãe -.

A culpa é das mães e nem vale a pena contraporem e dizerem que não. Tenho um exemplo cá em casa, todos os dias. 

 

O meu irmão não sabe o que é lavar uma loiça e tem quase dezoito anos de existência. Quem diz lavar uma loiça diz também limpar um pó, aspirar ou, simplesmente, passar um pano nas bodegas que faz. A culpa é da minha mãe e não digo do meu pai porque ele próprio também não o faz, por culpa da mãe dele. Provavelmente, o meu avó também não o fazia e meu bisavó aspas aspas. Chega-se à conclusão que isto é tudo um ciclo. 

 

Perdi a conta das vezes que reclamei com o meu irmão e ouvi inúmeras vezes um "ele é rapaz, não tem que fazer isto" da minha mãe. Acreditem que não sou de ficar calada e daí surgiram discussões. Como assim, ele não tem que limpar, pelo menos, o que sujou? E por ser rapaz não pode lavar a loiça onde ele afafanhou a comida? 

 

Século XXI, alô. Uma mulher não tem que ter a obrigação das lidas domésticas sozinha enquanto o homem trabalha para sustentar a casa. 

 

Que se preparem o meu marido e os meus filhos porque para mim, isto da igualdade, é para todos.